Bitcoin Whitepaper — Conheça o Documento que Descreveu Como o Bitcoin Funciona

As criptomoedas estão se tornando cada vez mais populares, uma vez que o mercado financeiro se mostra aberto e positivo para investimentos digitais. Porém, se você se interessa não apenas em seu poder de retorno monetário, mas também pelos mecanismos de funcionamento, é importante conhecer o que diz o Bitcoin Whitepaper.

Veja só o que diz o documento que descreve as características principais dessa moeda digital!

Quem criou o Bitcoin?

A criptomoeda mais popular em todo o mundo tem origens ainda incertas. A versão mais aceita é que foi criado por Satoshi Nakamoto — embora ninguém saiba quem é este homem e nem se ele existe de verdade. Ainda assim, o seu nome é uma unidade de divisão do Bitcoin — sua menor fração se chama satoshi

A metodologia do Bitcoin Whitepaper

O documento Bitcoin Whitepaper mostra as principais definições dessa criptomoeda. A principal premissa desse código é o envio de remessas de dinheiro de forma on-line de forma direta, sem a necessidade de acionar uma instituição financeira. 

Assim, não é preciso ter um terceiro confiável, pois ambas as partes conseguem fazer os pagamentos por conta própria. A metodologia mostra 10 categorias diferentes:

1. Transações

Cada transação com o Bitcoin recebe uma autenticação, de modo que o seu processamento se dá na ordem de verificação. Desta forma, é garantido que não serão realizados outros envios com o mesmo token, evitando o surgimento de fraudes.

Isso é importante por se tratar de um sistema sem os terceiros confiáveis. Afinal, quem está recebendo essa quantia precisa ter a garantia de que não está havendo double spending.

2. Servidor de carimbo de tempo

O servidor de carimbo de tempo é o software que faz a autenticação das transações, deixando o registro de dia e hora no hash de cada uma delas. Também chamado de timestamp, esse sistema faz a publicação do processo de envio.

3. Prova de trabalho

A implementação desse sistema de carimbos só pode ser feita depois que o software concluir que houve uma quantidade determinada de trabalho feita. 

Existem vários níveis de dificuldade para a execução desse teste, que é determinado de acordo com a velocidade média que podem ser usados por determinados grupos de blocos. Quanto mais rápida, mais difícil é fazer a prova de trabalho.

4. Execução da rede

Estruturação da ordem dos processos que formam a rede dos Bitcoins, sendo que cada parte desse sistema é chamada de nó. As fases são:

  1. transações novas são registradas em todos os nós;
  2. cada um deles grava em um bloco;
  3. cada nó passa por uma prova de trabalho de alta dificuldade;
  4. emissão do bloco para todos os nós depois de feito o teste;
  5. caso validado, os nós aceitam esse bloco;
  6. criação do próximo bloco.

5. Incentivos

Os custos adicionais que correspondem às transações depois que toda a quantidade previamente estabelecida de tokens estiver disponível no mercado. São uma compensação pelos recursos gastos pelos mineradores para fazer a extração dos blocos.

As taxas são proporcionais à relação ao valor de entrada e saída de cada moeda, havendo o pagamento da diferença.

6. Reivindicando espaço em disco

Reorganização de memória, descartando informações de transações muito antigas que já não têm muita utilidade para os tokens atuais. 

Para que isso aconteça, é selecionada apenas a raiz de cada dado para que seja adicionada no bloco. De qualquer forma, o seu rastro segue registrado na blockchain.

7. Verificação simplificada de pagamento

Se trata da checagem do pagamento por meio da consulta da rede formada pelos nós, comparando com os carimbos de tempo.

A confiabilidade é alta, uma vez que são os nós honestos que têm a dominação da rede, sendo a única forma de haver fraude é se os nós falsos conseguirem controlar. Para evitar essa situação, é importante criar alertas quando forem detectados blocos sem validade.

8. Combinação e divisão de valores

Permite a divisão de Bitcoins muito grandes para serem distribuídos, da mesma forma que combina pedaços pequenos para tornar o valor maior. Isso acontece por meio da criação de várias entradas e saídas de tokens.

9. Privacidade

Embora as transições sejam públicas e, portanto, devem ser anunciadas para que haja segurança durante o processo para ambas as partes envolvidas, os detalhes referentes aos remetentes e receptores são privados. Assim, é possível ver que está sendo feito um envio, mas não quem está envolvido.

10. Cálculos

Os nós honestos conseguem encontrar os fraudulentos, pois efetuam cálculos que ajudam a identificar a sua autenticidade. Desta forma, os falsos não conseguem alterar as transações dos válidos.

Gostou de saber o que há de mais importante no conteúdo do Bitcoin Whitepaper? Então não deixe de ler outros artigos aqui no blog da NovaDAX!

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